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Natália Lage entrevista o documentarista, roteirista, diretor e montador Pedro Asbeg.
Programa - 008/904 - 01-08-15
REVISTA - Paixão e Virtude

O Revista do Cinema Brasileiro faz uma homenagem em memória do saudoso Ricardo Miranda. Paixão e Virturde foi seu grande e último filme, que conta a história de Mazza, uma aristocrata de meia idade, que mantém um relacionamento frio e histérico, com seu marido – um rico banqueiro, a quem ela rejeita, por não se permitir sentir prazer. Porém, tudo se transforma, quando ela conhece o químico, Ernesto. A sedução se torna um desafio, os momentos de carícias são cada vez mais envolventes e, ao mesmo tempo, o horror se instala. A relação Mazza/Ernesto fica intensa e agressiva. O amor se torna destruidor e o tesão exacerbado de Mazza, apavora o químico que foge para uma fazenda de escravos no Brasil. Mazza transforma a vida em um caos. Perversão e perversidade a engolem e a devoram. Filme que caminha pelos caminhos de “Djalioh” (2011), de Ricardo Miranda: um duplo, um estranho, uma inquietante estranheza. O narrador presente extrapola o relato folhetinesco.

Paixão e Virturde é um “livre escrever de imagens” do conto “Passion et Vertu - conte philosophique”, de Gustave Flaubert, escrito em dezembro de 1837.

Ricardo Miranda, nasceu em Niterói em 1950 e iniciou sua carreira artística em 1968 montando e dirigindo curta-metragens, como “A Ceia” (1969), realizado para o Festival de Cinema do Jornal do Brasil. Em 1972, estreou na montagem de longas com “Amor, Carnaval E Sonhos”, de Paulo César Saraceni, com quem também trabalhou em “Anchieta, José do Brasil” (1978), “Ao Sul Do Meu Corpo” (1982) e “O Gerente” (2011) – último filme de Saraceni. Em 1974, assina a montagem do curta “Congo”, de Arthur Omar, parceria de longa data que se desdobra em vídeos e outros nove curtas, além de “A Nostalgia Do Branco” (1979), curta dirigido por Miranda com trilha assinada por Omar. Em 1978 – ano em que também montou o filme “Crônicas De Um Industrial”, de Luiz Rosemberg Filho – foi convidado por Glauber Rocha para montar seu último filme “Idade da Terra” (1980).

Nos anos 1980, fez também a montagem de “O Homem De Areia” (1982), de Vladimir Carvalho; e “O Segredo Da Múmia” (1980), de Ivan Cardoso, entre outros. Desde o começo da carreira, manteve uma rica produção de curtas-metragens, vídeos experimentais e documentários, como “A Passagem Do Olhar”, sobre a escultora Esther Grinspum; “O Presidente Do Mundo” (1993); e “Gilbertianas” (2000), sobre o sociólogo e antropólogo brasileiro Gilberto Freyre. Em 1991, dirigiu seu primeiro longa de ficção, “Assim Na Tela Como No Céu”, presente em diversos festivais nacionais e internacionais, como Havana, Bogotá, Brasília e a Mostra de Cinema de São Paulo. A vida toda foi um querido que deixou uma imensa saudade.


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