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Natália Lage entrevista o documentarista, roteirista, diretor e montador Pedro Asbeg.
Programa - 050/894 - 24-05-14
REVISTA - MARTÍRIO

Vídeo nas Aldeias (VNA) é um projeto precursor na área de produção audiovisual indígena no Brasil, que ao longo de seus 25 anos de existências vêm registrando a cultura dos povos e capacitando-os para os registros destas culturas, a exemplo do que vem ocorrendo com os Guarani Kaiowá do Mato Grosso do Sul, que vivem um cotidiano de guerra civil. São o lado frágil de um conflito que vem se arrastando por décadas, e que tem no início do processo de construção da política indigenista brasileira sua origem. Nos últimos dez anos, as degradantes condições de vida e o confronto entre índios e grandes proprietários de terra se acentuaram de tal forma que a taxa de assassinatos de Kaiowás, somente na reserva indígena de Dourados, ultrapassa a de países em guerra e é 495% maior que a média brasileira. Associado a essa paisagem de violência, está o massacrante lobby ruralista, em defesa da manutenção dos grandes latifúndios, incorporado pela mídia e promovido por seus representantes no Congresso Nacional e por autoridades do governo. Tentando minar os direitos garantidos aos índios pela Constituição Federal, disseminam um discurso racista, anti-indígena, e fazem deste um embate de forças cada vez mais desiguais.

Diante deste cenário, o Vídeo nas Aldeias resolveu propor duas ações, de curto e médio prazo, em parceria com a Aty Guasu, grande assembléia dos povos Kaiowá e Guarani: Realizar oficinas de formação audiovisual, com câmeras de vídeo os acampamentos e áreas sob ameaça. Dessa forma, os Kaiowá poderão retratar a rotina de desamparo a que foram relegados e alimentar as redes sociais com denúncias e flagrantes dos abusos sofridos; e concluir o longa-metragem Martírio. Já em fase de produção, o filme contrapõe o discurso dos ruralistas – “vítimas da invasão de suas propriedades pelos índios” – com registros de despejos de aldeias inteiras, em imagens históricas das décadas de 1980 e 90. Os relatos, daquela época e os atuais, do processo de deportação e confinamento ao qual foram submetidos os Kaiowá, elucidam a origem do problema presente, os equívocos dos primeiros anos da política indigenista do governo brasileiro, e a relação de pertencimento e responsabilidade que os Guarani mantêm com seus territórios sagrados.

Com direção de Vincent Carelli, Martírio é o documento do descaso com os povos indígenas, que vem sendo registrado por Carelli desde as décadas de 1980 e 1990, que tem por objetivo apoiar as lutas destes povos para fortalecer suas identidades e seus patrimônios territoriais e culturais.


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