Quartas, às 24h, na TV Brasil
(Canal 2, 18 NET, 166 SKY)
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Assista aqui o último programa na íntegra!
Natália Lage entrevista o documentarista, roteirista, diretor e montador Pedro Asbeg.
Programa - 043/887 - 05-04-14
REVISTA - O MESTRE E O DIVINO

Adalbert Heide, um excêntrico missionário salesiano nascido na Alemanha, vive em Sangradouro, Mato Grosso desde 1967. Ele filma há 40 anos a missão e os índios da aldeia de Sangradouro, aparecendo, no meio de seus próprios filmes como Xavante, maquiado e vestido com uma peruca que mandou fazer na Alemanha. Divino Tserewahu, cineasta Xavante, filma em Sangradouro, onde nasceu, desde 1990. Entre cumplicidade e competição, estes dois personagens dão vida aos seus registros históricos. O filme retrata a relação histórica entre a missão e a aldeia através de Adalbert e Divino, de suas relações, e de seus olhares sobre aquela realidade.

O alemão seria o "o Mestre" e o índio o "Divino", é assim que é reconhecido o primeiro enquanto o segundo recebeu esse nome após o contato dos Xavantes com missionários religiosos. Em comum: são ambos cineastas e costumam retratar o cotidiano da aldeia Xavante. Um tem uma visão de estrangeiro e procura mostrar as coisas da maneira como ele mesmo interpreta a partir dos ensinamentos recebidos em sua formação antropológica e religiosa. Enquanto o Divino tem a preocupação do registro dos costumes de seu povo, uma forma de perpetua os conhecimentos adquiridos através de gerações, que começaram a se perderem após os primeiros contatos com os não índios.

Vencedor do prêmio de melhor longa-metragem documentário no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, O Mestre e o Divino também ganhou o prêmio de melhor trilha sonora e o troféu candango de melhor montagem, realizada por Amandine Goisbault.


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