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Natália Lage entrevista o documentarista, roteirista, diretor e montador Pedro Asbeg.
Programa - 033/877 - 25-01-14
REVISTA - O Jogo das Decatações

Com Clarisse Abujamra e Fernando Alves Pinto nos papéis de mãe e filho, Jogo das Decapitações, do diretor Sérgio Bianchi, aborda temas atuais e intrínsecos à realidade brasileira: prisões arbitrárias, tortura nas cadeias, indignação de alguns, cobertura da mídia de maneira espetaculosa, organizações não-governamentais que têm nobres intenções mas ajudam a estigmatizar determinados grupos.

Para o diretor há aceitação de parte da população brasileira para o que acontece nos presídios hoje em dia, mas revolta quando se pensa no que aconteceu entre o final dos anos 60 e a década seguinte durante a ditadura militar que governou o Brasil. E, para discutir essas visões que lhe parecem contraditórias, Sérgio Bianchi criou dois personagens: Marília e Leandro. Ela, que foi presa e torturada, preside uma ONG que presta auxílio a quem foi vítima do regime de exceção. Ele, seu filho único, desenvolve pesquisa para seu mestrado justamente sobre esse período.

Marília tenta, com afinco, conquistar o seu próprio direito à indenização. Por sua intermediação e trabalho, viu contemporâneos seus terem o aval do governo para o recebimento da quantia. Leandro, o jovem sem rumo, objetivo e motivação pessoal vive de trabalhos e “bicos” sempre arranjados pela mãe. Agora, em meio às pesquisas de seu mestrado, chegou a Jairo Mendes, polêmico artista que teve parte de sua obra censurada em 1973. E esse anarquista, falecido recentemente, lhe desperta uma enorme curiosidade.

Através de diálogos entre mãe e filho, cenas de repressão policial, conversas em universidade sobre “capital” e “trabalho”, manifestações que tomam conta das ruas, jovens e seus discursos inflamados, temos um pequeno retrato do nosso país. Enquanto Marília tenta acelerar alguns processos, julga seus pares, se comove com o assalto feito à empregada “em plena luz do dia” e se irrita com a provocação de Rafael, amigo de Leandro: ele pergunta se não a incomoda “ver essa exaltação ao sofrimento à tortura?”, no dia em que abria sua própria exposição.

Bianchi reúne em seu Jogo de Decapitações falas, situações, contradições e visões diferentes a respeito do Brasil atual, do que toleramos e do que fingimos não ver. Com fotografia de Rodolfo Sanchez, o longa foi destaque no último Festival do Rio.


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