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Natália Lage entrevista o documentarista, roteirista, diretor e montador Pedro Asbeg.
Programa - 026/870 - 07-12-13
REVISTA - Danúbio

Parceria entre o mestre Danúbio Gonçalves e o diretor de cinema Henrique de Freitas Lima, o primeiro episódio da Série Grandes Mestres, Danúbio, está chegando às telas. O projeto a quatro mãos tomou forma, e o desejo do artista de ver sua trajetória documentada na linguagem do cinema está concretizado.

Começando em Torres, espécie de segundo lar de Danúbio, o filme mostra sua relação com a cidade e os festivais de balonismo que geraram duas séries de pinturas. Foram seguidas por períodos alternados no atelier do artista no bairro de Petrópolis, em Porto Alegre, e Bagé.

A grande atração do filme, entretanto, é a realização de um sonho antigo: o encontro com uma das maiores influências de sua carreira, o México e seus artistas. Integrante da geração que chegou à idade adulta na quarta década do século XX, Danúbio, como seus contemporâneos Carlos Scliar, Vasco Prado, Glênio Bianchetti e Glauco Rodrigues, foi influenciado pelos artistas engajados mexicanos, gente da estirpe de Diego Rivera, José Clemente Orozco e David Siqueiros. Mais do que estes, conhecidos por suas pinturas e murais, quem realmente tocou os gaúchos foi o grupo reunido no Taller de Arte Grafica Popular sob a liderança do gravador Leopoldo Mendez. A arte engajada de Mendez e seu grupo, com quem Carlos Scliar conviveu na Europa durante o Congresso dos Artistas e Intelectuais pela Paz de Varsóvia, em 1948, forneceu a matéria prima para iniciativas coletivas como o legendário Clube de Bagé. No momento em que o grupo buscava uma arte figurativa que pudesse se contrapor ao modelo que se impunha a partir do abstrativismo e das Bienais de São Paulo, o exemplo dos mexicanos serviu como uma luva.

Participam do filme grandes nomes das artes do Sul, como Alfredo Nicolaievski, Anico Herskovitz, Miriam Tolpolar, Maria Tomaselli, Helena Kanaan, Wilson Cavalcanti e Paulo Chimendes.

Danúbio abre a série Grandes Mestres, que já tem em produção o segundo episódio dedicado a Zoravia Bettiol, mostrando ao grande público a trajetória dos nossos artistas através da linguagem cinematográfica. Ao ser exibido nas salas de cinema de arte, pretende recriar nestes ambientes de devoção o encantamento que o convívio com o artista e sua obra gera entre os que se deixam tocar por sua trajetória ímpar.


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