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Natália Lage entrevista o documentarista, roteirista, diretor e montador Pedro Asbeg.
Programa - 020/864 - 26-10-13
REVISTA - AS HIPERMULHERES

O Revista do Cinema Brasileiro desse sábado vai te apresentar o primeiro filme dirigido por um índio brasileiro que chegou a circuito comercial chamado “As Hipermulheres”.

Dirigido por Takumã Kuikuro, Carlos Fausto e Leonardo Sette, As Hipermulheres tem como principal mérito sua naturalidade, sendo impressionante constatar como os índios lidam bem com a presença de câmeras de filmagem. Sejam nas cenas de dança, sejam nas de banho, todos agem como se nada estivesse acontecendo de estranho, aumentando a importância do documentário como registro. Com relação a isto, é curioso perceber que em determinada cena um bebê não consegue tirar os olhos da câmera. Ao contrário dos adultos, aquela criança não sabia o que estava acontecendo e registrou de forma espantada o encontro com a câmera. A cena, diferentemente do que possa parecer, não diminui o naturalismo visto no filme, até porque era mais do que natural aquele estranhamento.

Exibido nos festivais de Gramado e Brasília, o longa também quebra paradigmas ao ingressar na rotina daquela tribo de forma quase que antropológica. Se considerarmos o sentido clássico da antropologia, tal afirmativa é incorreta, mas se ressaltarmos apenas o caráter de captar da melhor forma possível os costumes de um local a analogia é cabida.

A alternativa de retratar a aldeia em um momento de celebração foi importante para aproximar o expectador dos "personagens" vistos em cena. É curioso como algumas formas de lazer seriam vistos como algo comum em grupos não-indígenas. Como são os casos das piadas de natureza sexual e as paródias musicais.

Todo falado em dialeto, esse documentário dirigido a seis mãos, duas delas de origem indígena (Takumã Kuikuro), aborda um tema específico do universo deste povo morador do Alto Xingu e consegue ser mais do que um simples retrato audiovisual de uma sociedade altamente devotada aos seus cantos e escorada na força da mulher. O lado negativo é a possibilidade de parecer que seus 80 minutos durem mais do que 4800 segundos.

Assistir As Hipermulheres é uma experiência incomum por vários motivos. O principal deles, talvez, seja mergulhar num universo pra lá de curioso, distante e próximo ao mesmo tempo, e que foge do padrão pré estabelecido de um documentário sobre índios. Pode não ser o único, pode não ser o primeiro a ser feito dessa forma, mas é assim que provavelmente você poderá percebê-lo.

O Revista do Cinema Brasileiro te propõe essa viagem no próximo sábado as 21h30 na TV Brasil. Até lá!!!


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