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Assista aqui o último programa na íntegra!
Natália Lage entrevista o documentarista, roteirista, diretor e montador Pedro Asbeg.
Programa - 010/854 - 17-08-13
REVISTA - LUZ ANIMA AÇÃO

O Revista do Cinema Brasileiro foi até o estúdio de finalização do documentário "Luz... Anima... Ação", dirigido por Eduardo Calvet, ele conversou com a nossa equipe e mostrou algumas das raras cenas que farão parte do longa documental que é uma verdadeira obra de arte.

O filme resgata a fabulosa trajetória da animação brasileira, através de mais de vinte entrevistas com consagrados animadores, incluindo Carlos Saldanha (RIO), Mauricio de Sousa (Turma da Mônica), Marcos Magalhães (criador do Anima Mundi) e Otto Guerra (Woodstock e Fuga em Ré Menor).

O documentário narra a história da animação no Brasil, desde o pioneiro “O Kaiser”, passando pelos mágicos comercias produzidos pela publicidade, pela arte da vanguarda e pela crise financeira de 1980 até chegar ao boom produtivo atual de séries e longas-metragens produzidos para o exterior e que expande fronteiras.

"O Kaiser" foi produzido em 1917 pelo caricaturista Seth e é considerada a primeira animação brasileira, porém foi perdida pela história, restando apenas uma matéria em jornal da época. A partir do desenho impresso no jornal, diversos animadores fizeram suas versões para “O Kaiser”, usando, cada um, sua técnica favorita. Temos "O Kaiser" reanimado como desenho, pintado diretamente na película e até através de light-painting.

O longa-metragem é entremeado por essa animação coletiva: uma homenagem ao precursor e sua obra.

"Luz... Anima... Ação" também restaurou mais de 16 animações brasileiras, incluindo um filme de 1939 de Luiz Sá, "As Aventuras de Virgulino": a película já estava deteriorada e se decompondo quando, na pesquisa para a produção do documentário, foi ressuscitada.

A publicidade é relembrada através de ontológicas animações: o homenzinho azul do Cotonette, o inesquecível Sujismundo e o Frio das Casas Pernambucanas, além de animações mais recentes como o Caranguejo da Skol.

A arte da vanguarda brasileira, muito premiada no exterior, também tem destaque com Roberto Miller e suas animações em película, e com o baiano Chico Liberato e seus cordéis animados.

Os momentos ruins, no entanto, também são relembrados. Com a crise financeira dos anos 1980, muitas animações tiveram que ser deixadas pelo meio após perderem o incentivo da Embrafilmes. Alguns animadores, porém, conseguiram contornar essa situação, transformando-se em verdadeiros guerreiros. Walbercy Ribas, por exemplo, levou 17 anos para concluir o seu longa Grilo Feliz, iniciado nessa época. Mauricio de Sousa e “A Turma da Mônica”, mesmo falindo na época, também venceram este desafio. “A Turma da Mônica” é, até hoje, a animação brasileira com mais continuações.

Em 1993, o Anima Mundi tornou-se um marco para o cinema de animação do Brasil, retomando o incentivo à produção de animações no país. Os criadores deste festival deram seus depoimentos, contando todos os detalhes que levaram ao renascimento da animação brasileira.

O filme caminha em seu desfecho para o "boom" animado dos últimos anos com diversos longas e séries em produção.

Diversas séries brasileiras, como “Meu Amigãozão”, “Peixonauta”, “Anabel”, “Historias Assombradas”, estão ganhando o mundo. “Peixonauta” está sendo exibido, atualmente em 70 países, evidenciando o momento mágico da animação brasileira.


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