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Natália Lage entrevista o documentarista, roteirista, diretor e montador Pedro Asbeg.
Programa - 128/838 - 09-12-12
REVISTA - O TESTEMUNHO DE UM FILHO

Uma personagem, uma atriz e o passar das horas em um interrogatório do Holocausto.

Em 2009, a atriz Carla Ribas encenou durante 24 horas seguidas a peça O Interrogatório, do autor alemão Peter Weiss, na Casa de Cultura Laura Alvim. A proposta era avaliar como a encenação sequencial de um texto duro, sobre os depoimentos dos sobreviventes do campo de concentração de Auschwitz durante o Tribunal de Frankburt em 1965, repercutia nos lados físico e psicológico da atriz. Com o passar das horas o limite entre realidade e ficção fica cada vez menor, já que não se sabe de onde vem o sofrimento e o cansaço.

Realizado por Marcelo Grabowsky, filho da atriz, o documentário “Testemunha 4” investiga de que forma essa proposta de encenação, baseada no esgarçamento do tempo, influencia no resultado do trabalho do ator e na transformação do personagem por ele interpretado. O desgaste físico e emocional da atriz repercutem na personagem a ponto de não sabermos onde está a origem do sofrimento e do cansaço: se na ficção ou na realidade. O passar das horas vai borrando cada vez mais essas fronteiras, diluindo a encenação em um sem fim de repetições que se renova e adquire novos tons através das vivências da atriz e suas nuances de interpretação.Testemunha 4 parte deste lugar de curiosidade diante do trabalho do ator e de sua capacidade de entrega a vidas e emoções que a princípio não seriam suas – mas passam a ser. E para retratá-lo escolhe uma construção também complexa, por vezes mergulhando na intensidade da personagem, e em outros momentos revelando os bastidores da encenação. Essa investigação torna-se ainda mais radical pelo texto da peça, escrito pelo autor alemão Peter Weiss a partir de depoimentos reais dos sobreviventes do campo de Auschwitz durante o Tribunal de Frankfurt em 1965. Assim, as palavras que a atriz pronuncia carregam esse peso da realidade, de um marco do Horror na História. Repetir durante 24 horas essas mesmas duras palavras que trazem em si próprias as sombras do Holocausto, e ainda ouvir os outros atores e seus testemunhos “reais” é mergulhar num universo de uma carga dramática de uma densidade imensurável.


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