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Natália Lage entrevista o documentarista, roteirista, diretor e montador Pedro Asbeg.
Programa - 104/814 - 23-06-12
REVISTA - O GRITO DE HOJE PODE SER A PALAVRA DO AMANHÃ

Jorge Bodansky é um renomado diretor que há tempos vem se preocupando com a ocupação humana na Terra. Nossos aparatos e despreparo na sobrevivência no uso da força da existência humana. Somos a espécie mais recente e a que impiedosamente determina os que vão e ficam, não percebendo a auto-destuição proporcionada. “Pandemonium” de Bodansky é um filme sobre tudo apocalíptico.

Sua estética é diferenciada, busca o brecthiniano da imagem, o distanciamento para que aconteça a formação da crítica. É lindo e ao mesmo tempo chocante, põe em cheque o indivíduo em prol de um todo. O que seria de nós sem os outros? Quando, em verdade, nos perguntamos de forma egóica: o que seria dos outros sem nossa existência? Perguntas como essa, são feitas e refeitas ao vislumbramos a capacidade cinematográfica do diretor em questão, no simples tilintar dos frames. Podemos considerar ideias duras, cruéis mas nenhuma delas é inventiva ou um devaneio.

Bodansky afirma: “Vai ter que mudar” e é dessa forma, em seu depoimento, que vemos a força do cinema de um homem capaz de usar de sua formação, de sua sensibilidade como artista a vontade de mover o espectador dentro das salas de exibição e fazê-lo refletir. Não o refletir por si só, mas o refletir que gera uma ação. Que gera o desespero da mudança para que continuemos a prosperar como espécie junto das outras, que são tão donas quanto nós mesmos desse planeta.

Se hoje “Pandemonium” é um grito, é um soco nas entranhas, amanhã que ele seja o alerta ouvido, que não caia no esquecimento, mas que seja lembrado por não ter sido imagem/palavra ao vento. A necessidade de Jorge é, e deveria ser, a de todo ser humano, porque assim preservamos nossa continuidade, nossas lembranças. Bem-vindos ao cinema, ouso dizer, no sentido de fortaleza e vontade, “de guerrilha” de Jorge Bondansky.


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