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Natália Lage entrevista o documentarista, roteirista, diretor e montador Pedro Asbeg.
Programa - 87/797 - 03-03-12
REVISTA - A CADEIRA DO DIRETOR

Como dizem, a palavra traz consigo um som de frenesi, primeira vez. Já tornado um clichê por sua excessiva utilização no que diz respeito a chamariz de público, não perdeu de todo o significado na medida em que marque o ponto chave na vida de um cineasta. No entanto, é preciso trazê-lo à tona sempre que possível para se buscar algum significado além do cronológico.

Afinal, se estamos num momento criativo e tão rico do audiovisual brasileiro, até quando ele vai servir para caracterizar o pontapé de toda uma trajetória? E, aí é importante dizer: nem sempre nossos estreantes são iniciantes na sétima arte. Porque, se é verdade que com a extinção da Embrafilme no governo Collor uma certa produção brasileira foi levada ao zero quase absoluto (sobraram exemplos isolados de filmes sendo terminados, que haviam sido começados ainda na Embrafilme), também é verdade que a Boca do Lixo mantém os números totais do cinema nacional quase inalterados no período. E mais: numa produção tão irregular desde seu início, como é a brasileira, tão dependente de fatores externos a seu próprio campo de ação, um soluço de dois ou três anos é tão comum quanto qualquer outra coisa, se olhamos a macro-História. Então, talvez fosse melhor se falar em "Cinema das Leis de Incentivo", talvez, esta sim uma marca específica do período, mas o que vimos dizer aqui é que independente de todo esse passado, estes “novos” realizadores ainda acreditam e se estimulam diante da telona. Nesse título, destacamos Luciano Moura e sua mais nova obra: A Cadeira do Pai.

Mas, nos parece que o principal movimento que devemos fazer regularmente é menos o de se deslumbrar com este cinema e sim debruçar-se em rigorosos levantamentos possíveis do que nos indique o coletivo do que se está produzindo no país hoje. Pois agora resolvemos parar e olhar mais especificamente, através de um outro enfoque: quem são os cineastas estreantes do cinema nacional, e o que a sua produção nos diz? Afinal, se o discurso da "diversidade" (outro clichê mais do que discutível) serviu para confundir um pouco as possíveis análises temáticas mais a fundo, faz-se necessário ao menos ver que novos olhares surgiram, e o que eles nos indicam. Então, a pergunta talvez seja esta: há um cinema nacional tão vibrante para novas ideias como a de Moura?


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