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Natália Lage entrevista o documentarista, roteirista, diretor e montador Pedro Asbeg.
Programa - 82/792 - 31-12-11
REVISTA - A OBRA COMO UM ESPELHO DA ALMA

Por trás da magia cinematográfica realizada pelos técnicos ressalto os caminhos, que de forma sublime e, por vezes solitária, os filmes são realizados. Com muita profundidade e autonomia, vidas imaginadas ou baseadas em fatos reais, que nos falam mais sobre nós mesmos, espectadores, que nossas próprias certidões, são retratadas nas telas.

Nesta semana, no Revista do Cinema Brasileiro nos aventuramos pelo universo que Mauro Giuntini (diretor) e Di Moretti (roteirista) no filme Simples Mortais, nos propõem. Conversando com o diretor, tivemos acesso a um processo artístico intenso percorrido desde a concepção do roteiro até às dificuldades do cinema independente em sua colocação no que diz respeito à distribuição no Brasil.

O filme foi realizado há quatro anos atrás, com o panorama da nossa capital, Brasília, como pano de fundo. O roteiro fala sobre estórias que se cruzam em meio ao caos humano vivido por personagens simples e ao mesmo tempo complexos. O que não pode nos fugir à retina é que todos estão envolvidos com o plano intelectual, todos estão ligados à arte de alguma forma e suas ausências na criação se refletem em suas vidas. Faço aqui um paralelo com a trajetória de se batalhar pela distribuição do filme, relatada por Giuntini, assim como seus arquétipos lutam por suas soluções e alegrias em sua obra.

O diretor sentiu a necessidade de se reinventar e com suas próprias mãos, lutar pela vida de seu filme. Ao ouvir: “Quando fazemos um filme, não fazemos para guardar em casa, fazemos para compartilharmos com o espectador”, observamos, assim, a necessidade da arte em ser vista, ouvida e sentida nas salas de exibição. Os personagens vividos na obra citada, também lutam com seus obstáculos atrás da criatividade perdida e diferentemente, de seu diretor, padecem no caos e são engolidos pela cidade de concreto, enquanto que Giuntini persiste em sua arte e na vontade de exercer o cinema em nosso país, para além das fronteiras do Distrito Federal.

Marianna Rhosa


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