BLOG DA REVISTA - Esta é uma área de posts livres da equipe do Revista direto pra você. Acompanhe!
No início dos anos 1960 vivíamos o que poderíamos chamar de a retomada da produção autoral e nacional do cinema brasileiro. O movimento foi batizado de Cinema Novo e deu voz aos, então, jovens realizadores Glauber Rocha, Nelson Perreira dos Santos, Roberto Farias, Carlos Diegues, Leon Hirszman, Joaquim Pedro de Andrade e ainda Miguel Borges.
Era um período de efervescência que, em 1964, foi abruptamente cerceado a fim de servir os interesses políticos militares. Mas se por um lado a censura, praticada durante os 21 anos do regime militar gerou dor, falência, sonhos perdidos, lágrimas, desespero, por outro gerou verdadeiros sobreviventes, e como tal verdadeiros guerrilheiros capazes de mergulhar na própria tristeza e através dela produzirem grandes belezas. É o caso da cineasta e jornalista Lúcia Murat. Encarcerada e torturada durante a ditadura Lúcia tem dedicado, quase totalmente, sua produção para o cinema e TV as questões políticas e femininas. E se por um lado Lúcia se mostra severa, séria e muito objetiva no set de filmagem, como afirmou o ator Caio Blat em entrevista ao Revista do Cinema, por outro mostra todo o seu lado mãezona, gentil e delicada no trato pessoal. Principalmente quando o assunto é o primeiro neto, filho da também cineasta Júlia Murat. É vida que segue, mesmo que passo a passo.
Geovana Cypreste








Comente | 0 comentários