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Neste ano de 2010 a Revista do Cinema Brasileiro completa 15 anos no ar. Até esse momento foram mais de setecentos programas inéditos a cada semana. Vamos voltar ao inicio: em 1994 quando acontecia a chamada retomada do cinema brasileiro e eu já vinha de uma experiência bem-sucedida com uma serie de programas semanais na antiga tevê Manchete, a Revista Banco Nacional de Cinema.
O programa anterior foi produzido em um momento em que nem três filmes eram produzidos por ano no Brasil, por isso não se limitava apenas ao nosso cinema, mas também à produção internacional de qualidade, porque elas podiam servir de exemplo para o cinema feito aqui. Com o fim do programa da Manchete e do Banco Nacional e o início da retomada da produção, criei o Revista do Cinema Brasileiro.
Foi o primeiro programa na tevê aberta no país sobre cinema brasileiro e segue sendo ate hoje. Convidei a atriz Julia Lemmertz para apresentar a série, que ao longo desses quinze anos se transformou no rosto do cinema brasileiro.
Estivemos presentes onde o cinema brasileiro estava, no Brasil e no exterior. Em festivais, mostras, sets de filmagem, projetos de filmes, filmes em finalização, lançamentos de cinema, vídeo, livros, debates, enfim em todas as ocasiões possíveis que se transformaram em pautas para os programas.
Hoje a nossa Revista, já debutante, expandiu seus horizontes, deixando de tratar apenas do cinema, mas também do audiovisual brasileiro como um todo; a tevê, a internet, o conteúdo para celular e os games. Tivemos uma longa e importante parceria com o Canal Brasil que chegou a ter uma versão de sessenta minutos do programa (a original tem trinta minutos).
A Revista foi o primeiro programa do Canal Brasil que o exibiu de 1997, ano de sua fundação ate dezembro de 2009. Quando o programa retornou de suas primeiras férias em quatorze anos, em abril de 2010, passou a ser exclusivo da TVBrasil, repaginado com novo visual e entrevistas em estúdio.
Através dessa história pudemos reunir o maior acervo audiovisual do cinema brasileiro contemporâneo, são mais de quinze mil horas de gravações incluindo depoimentos daqueles que já não estão entre nós, como Jose Lewgoy, Tom Jobim, Anselmo Duarte, Carlos Niemeyer, Jece Valadão, Walter Hugo Koury, Herbert Richers, entre tantos outros importantes para a história do nosso cinema.
Nosso próximo passo é tornar esse rico acervo disponível para pesquisadores, estudantes ou amantes do nosso cinema. Estamos dessa forma ultrapassando os limites restritos a um programa de tevê. Inauguramos esse ano também o nosso site, interativo, estimulando a participação do espectador e das redes sociais. Espero continuar por muitos anos mais, acompanhando e difundindo em todas as janelas possíveis o audiovisual brasileiro em todas as suas formas.
Um grande abraço,
Marco Altberg







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