Revista do cinema brasileiro

Dedicado aos amantes de cinema.

Month: April 2020

Brasil – A Nova Terra Retratada nos Cinemas

O dia 22 de abril de 1500 marca o descobrimento do Brasil pelos portugueses. A já conhecida história do grupo liderado por Pedro Álvares Cabral que saiu rumo às Índias e acabou desembarcando na América do Sul é tema para produções nacionais de diversos estilos: animações, comédias, documentários entre outros estilos narram de formas diferentes, o período em que o grupo de europeus encontrou uma terra de solo fértil, clima tropical, biodiversidade e habitada por grupos indígenas. Confira aluns títulos do cinema brasileiro que contam sua versão dessa história:

“O Descobrimento do Brasil” (1936)

O Filme do diretor Humberto Mauro narra à partir da saída das tropas de Cabral rumo às Índias, os prováveis acontecimentos que antecederam o descobrimento do Brasil pelos portugueses. A trilha sonora original é de Heitor Vila-Lobos e o filme foi produzido com o apoio do governo federal da época. A produção do longa teve algum cuidado com a fidelidade aos fatos e inclusive cita trechos da carta de Pero Vaz de Caminha e apresenta como teria sido a primeira missa em solo brasileiro.

“Caramuru, a Invenção do Brasil” (2001)

O filme dirigido por Guel Arraes, conta a história de Diogo Álvares, único sobrevivente de um naufrágio por volta de 1510, sua história é repleta de mitos e fatos que não se podem confirmar, mas há um consenso sobre a importância do português no estabelecimento de negociações entre os indígenas brasileiros e os europeus. Diogo Álvares foi acolhido pelo povo Tupinambá que o batizou como Caramuru, Diogo casou-se com Paraguaçu uma das filhas do líder da tribo. O filme utiliza do tom bem-humorado para retratar alguns acontecimentos e costumes da época como o modo de vida nas tribos e a poligamia.

“Desmundo” (2003)

Em Desmundo, a história se passa por volta de 1570, período em que a colonização portuguesa já havia avançado consideravelmente. O filme aborda diversos tema relevantes na construção do Brasil que conhecemos hoje, o tema do filme relata o período em que a coroa portuguesa enviava moças órfãs para o Brasil com o objetivo de arranjar casamentos entre elas e os colonizadores portugueses, tentando diminuir o número de casamentos dos portugueses com as índias brasileiras e o número de filhos desses relacionamentos. A produção é dirigida pelo francês Alain Fresnot e um fato curioso é de que os diálogos são em português arcaico.

Mazzaropi

Amácio Mazzaropi é sem dúvidas, um importante nome do cinema Brasileiro. O paulistano, nascido no bairro Santa Cecília, começou cedo no mundo das artes, quando aos 14 anos, saiu da casa do pai para acompanhar a trupe circense La Paz.  Já nessa fase do circo, Mazzaropi começou a interpretar personagens com trejeitos e falas típicas dos “caipiras” brasileiros. Em 1946, Mazzaropi passou a compor o elenco do programa “Rancho Alegre”, transmitido pela Rádio Tupi, do Rio de Janeiro.

No início dos anos 50, Mazzaropi estreou nos cinemas interpretando o personagem Isidoro Colepicola em “Sai da frente”.  Produzido pelos estúdios Vera Cruz, onde Mazzaropi ainda participou de outros filmes como “Nadando em dinheiro” e “Candinho”. Por problemas financeiros, em 1957, a Produtora Vera Cruz encerrou suas atividades.

Mantendo sua paixão pelo cinema viva, Mazzaropi reuniu os próprios recursos pra criar em 1958, a “Produções Amácio Mazzaropi – Pam Filmes”, uma produtora independente que no mesmo ano lançou “Chofer de praça”, protagonizado por Mazzaropi. Depois desse, o artista produziu e estrelou diversos outros títulos, sempre mostrando com bom humor a simplicidade do “jeca”. Amácio Mazzaropi faleceu em junho de 1981 na cidade de São Paulo, vítima de um câncer na medula. Mazzaropi foi enterrado no interior de São Paulo, na cidade de Pindamonhangaba. Em seu legado, o ator e empresário do audiovisual, deixou o trabalho realizado na criação da Pam – Filmes e um currículo com 34 títulos.

 

A Estreia do Brasil no Oscar

O Cinema Brasileiro possui entre animações, documentários, curtas e longas-metragens, produções de alta qualidade e clássicos na história do cinema nacional e internacional. Apesar de ainda não ter ganho uma estatueta no Oscar, a primeira indicação ao trabalho de um brasileiro aconteceu em 1945. Concorrendo na categoria de melhor canção com “Rio de Janeiro” composta pelo brasileiro Ary Barroso e o compositor norte-americano Ned Washington, a música era um dos temas no musical “Brazil” de 1944. O longa foi dirigido pelo norte-americano Joseph Stanley e produzido pela Republic Pictures.

A composição vencedora na categoria de melhor canção foi “Swinging on a Star” de Jimmy Van Heusen e Johnny Burke. Ainda assim, a indicação do trabalho de um brasileiro marcou a história da música e do cinema nacional. Anos depois outros artistas brasileiros tiveram indicações como na categoria de melhor filme estrangeiro, com “O Pagador de Promessas”, de Anselmo Duarte, em 1963 e com “O Quatrilho” , de Fábio Barreto em 1996, “O Que É Isso, Companheiro?”, de Bruno Barreto em 1998, e Central do Brasil, de Walter Salles em 1999. Na edição do Oscar 2020, “Democracia em Vertigem” representou o Brasil, concorrendo pela categoria de melhor documentário, vencida por “Indústria Americana”.

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